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Os Circuitos Fechados de Televisão (CFTV) estão entre
os mais conhecidos equipamentos de segurança eletrônica.
Essenciais em grande parte dos planos de proteção,
os sistemas permitem acompanhar em tempo real o que está
acontecendo em cada ambiente e ainda gravar imagens que podem facilitar
a identificação em uma situação de emergência.
Um
kit básico para CFTV contém: câmera que capta
a situação do ambiente, cabos que levam a imagem e
o monitor que apresenta o que está acontecendo. Em um projeto,
a diferença está, justamente, nos equipamentos intermediários
que oferecem maior ou menor possibilidades e limitações.
Em
um Circuito, diversos tipos de câmeras podem ser usados. No
mercado, existem opções em preto e branco, em cores,
grande, pequena, micro, com movimentação e até
com zoom. A escolha pelo equipamento será feita a partir
dos objetivos traçados para cada projeto.
“Não
há uma regra para tipos de câmeras e ambientes. Na
verdade, o mesmo espaço pode pedir equipamentos diferentes.
Tudo depende da necessidade do cliente ou da aplicação”,
afirma Fernando Nardy, técnico da GSN. 
Planejamento
é fundamental
Antes
de fazer o projeto de instalação, o profissional deve
considerar as necessidades e as particularidades daquele ambiente.
Assim, para definir a câmera que será utilizada, precisará
refletir como e em que condições as imagens serão
captadas. Também deve avaliar o transporte para a sala de
controle. Para essa tarefa, pode contar com cabos, redes, redes
sem fio, fibra ótica etc.
Outras
definições importantes são: gravação
das imagens ou não e em que formato isso será feito
(digital ou fita), uso de monitor adequado e o controle, se necessário.
Convém ainda avaliar a segurança da sala onde estarão
sendo armazenadas as cenas e as cópias.
Armazenamento
Um
CFTV pode gerar diversos formatos de imagem, como: AVI, BMP, JPG,
WAV ou MPG. A escolha por determinado tipo deve levar em consideração
a qualidade, o espaço de armazenamento e o uso de banda para
transmissão.
“Hoje,
um dos formatos mais vantajosos é o MPG-4, pois consegue
gravar com mais qualidade em menos espaço físico”,
aconselha Nardy.
O
arquivamento pode ser feito de maneira analógica, com fita
cassete, ou digital. Atualmente, grande parte dos circuitos é
digital e as cenas são armazenadas em CD, DVD ou HD. Nestes
casos, a imagem passa por processos de compressão para ser
guardada e de descompressão para ser exibida.
“Normalmente,
o gravador digital (DVR) salva os arquivos na memória do
computador ou em sistema próprio. Para armazenar, é
possível utilizar gravadores de CD ou DVD ou criar um HD,
que pode ser de bandeja ou não, somente para isso”,
explica Nardy.
Para
a busca de imagens antigas, os gravadores digitais possuem ferramentas
especiais nas quais é preciso informar apenas a data e a
hora de um evento para revê-lo. As cenas devem ser guardadas
pelo menos por uma semana e, em casos de ocorrência, indefinidamente.
Muitas
siglas envolvem os CFTV. Acompanhe abaixo algumas explicações:
AVG
– Tamanho que a imagem da câmera vai gerar. Por exemplo:
8k.
BLC
– Compensação de luz de fundo, ou seja, corrige
a imagem quando há luminosidade por trás. Por exemplo:
câmera olhando para porta de vidro.
AES
– Ajusta pequenas variações na luminosidade
interna quando a íris não está sendo usada.
AI
– Indica que a câmera aceita lentes auto-íris
FC
– Significa “foot candles”, que é a iluminação
mínima para a câmera perceber a imagem.
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